Ruas do Interior

O projeto Ruas do interior, começou como uma espécie de brincadeira, acabou tomando forma, virando um desafio e uma mostra da realidade de muitos malabaristas e artistas que trabalham nas ruas de todo o Brasil e Mundo, fazendo continuar assim a chamada "Cultura do Chapéu".
Com o projeto percebemos que é realmente viável fazer apresentações nas ruas, bares, praças e semáforos nas ruas e ganhar uma quantia razoável.Descobrimos que nas ruas se ganha o que é justo pela sua apresentação, uma apresentação de qualidade é bem remunerada. Existe um "julgamento" da parte do público, que aplaude, paga ou ignora, de acordo com o que se apresenta.

Como funciona o projeto:
Todos os sábados partimos de carro de Bauru rumo a uma cidade diferente, sem avisar ninguem do local, sem contato prévio,apenas figurino, malabares e uma grande dose de bom humor para levar aos cidadãos locais boa arte e algo diferente no dia a dia deles. A idéia é praticar a "cultura do chapéu" para pelo menos custear as viagens.

Colocaremos neste espaço "relatórios" das cidades visitadas constando, valores de alimentos e bebidas, dicas de locais para tomar uma boa cerveja gelada, locais para se apresentar e médias dos lucros com o chapéu, esperamos que assim que este espaço funcione como uma espécie de guia para artistas mochileiros que desejam se aventurar no interior de São Paulo e conhecer "nossos ares".

Por tanto saibam, se verem essas duas figuras da foto, provavelmente sem maquiagem, com figurino e gostarem do que apresentaram, colabore com o chapéu existe mais chance de voltarmos a sua cidade e de outros artistas irem parar por aí. Sem mais...vamos as cidades:

Lençois Paulista:

Não se engane pelo tamanho,essa pacata cidade do interior, tem um povo muito cativante, valorizam muito a arte, e gostaram demais de nossa presença no local. Logo de cara reparamos que existe uma grande avenida cheia de bares, todos parecem muito bons e os proprietarios gostaram muito de nós, foram muito simpáticos.Os semáforos dessa avenida não são muito movimentados, o melhor é um grande cruzamento próximo a entrada da cidade, varios carros ficaram parados esperando o sinal ficar verde novamente para assistir mais uma vez a apresentação.Um bom fluxo de carros durante o dia todo, garantiu a viagem logo no início do trampo. Levantamos uma média de 50/60 reais por hora.

Quando estiver no centro tem cerveja bem gelada por R$ 2,90 e ótimas porções por baixo valor, em um bar chamado "Bechano" com um gato preto desenhado na fachada, ambiente tranquilo e ótimo para umas apresentações em "Clouse Up".Neste bar conseguimos uma média de R$ 5,00 por mesa em uma apresentação curta e justa.

Jaú:

Semaforos extremamente curtos, alguns não tem nem 30 segundos, o que complica bastante a realização de uma boa apresentação.Fazendo tudo correndo, conseguimos uma média de 20 reais a hora, mesmo assim, as notas recebidas pareciam injustas pelo tempo de apresentação, afinal é complicada a realização de uma boa rotina dentro deste tempo. N ão achamos bons bares, e uma cerveja no posto custa R$ 2,50 (long Neck)

Marília:

O Paraíso dos semaforos. No centro, nas avenidas, na entrada da cidade.Em todos os locais, vias largas com 3 faixas, muitos faróis 3 tempos em torno de 1 minuto e meio de parada.Com esse tempo da pra fazer uma rotina limpa, perfeita e interagir com o pessoal, que valorizou demais nosso trabalho, chegamos a ganhar notas de 10 reais. Tomamos bastante chuva, mesmo assim, fizemos uma media de R$ 50,00 a hora o que deve se elevar e muito em um dia de sol. Cerveja gelada em um trailler de lanches onde servem lanches simplesmente deliciosos, incluindo um x-vegetariano, aos que seguem esse tipo de dieta. O trailler chama-se Ipiranga lanches e é bem conhecido na cidade, uma garrafa de cerveja lá custa 3 reais, bem servida, bem gelada. Justo.

Sábado atualizaremos novamente assim que chegarmos da nova cidade que ainda não definimos qual será.

 
desenvolvido por Marcelo Pinho (marcelo@zion.art.br)