InterCircu • 1ª Etapa • São Carlos • 16/03/2008
Objetos lançados ao ar: começou em São Carlos o 1º InterCircu! |
Apesar da chuva, a etapa São Carlos levou mais de 300 pessoas ao picadeiro
A primeira etapa do InterCircu reuniu cerca de 300 pessoas - entre artistas circenses amadores, profissionais e curiosos. Sob a organização do Circo no Trilho , todos se divertiram no SESC São Carlos – que não é o lugar habitual do Circo, “ mas o InterCircu precisava de estrutura e dinheiro, algo que o SESC tinha. Além do interesse em popularizar a arte circense, como nós”, explica André Regitano (Nerão), da organização.
Fábio Dias (Fabu), também da organização, conta que a maioria das pessoas já estavam envolvidas com circo, mas muita gente passou a praticar a arte depois do InterCircu São Carlos. “ Pudemos notar que parte das que nunca tinham tido algum contato com malabarismo ou outra arte circense se depararam com aquele mundo de cores do circo. Parte desses “novatos” continuaram indo aos encontros semanais que temos, tanto no SESC como na Estação Ferroviária e estão progredindo”, conta.
As oficinas atraíram muita gente, e algumas novidades ajudaram a ocupar quem estava lá para assistir. As pessoas que sabiam fazer alguma coisa se disponibilizaram quem estava interessado em aprender. Cleyton Messias dos Santos já praticava claves em Bauru, mas no InterCircu São Carlos pôde aprender novos truques. Participou da oficina de bolinhas com Fernando (Jesus), mas conta que preferiu “trocar informações e aprender com as pessoas individualmente. Gostei de poder conhecer outros malabaristas e poder perguntar, tentar aprender algo. Sem contar o clima, que estava muito amistoso, todos conversando, interagindo”, completa.
Ao final, a apresentação do espetáculo “Nóis na Xita” do grupo “Na Makaka” fechou as atividades no SESC. Muitas risadas e o orgulho de tudo der dado certo depois de tanto trabalho.
Infelizmente, a chuva impediu a realização da Noite do Fogo e Luz. Fabu lamenta que em alguns momentos as atividades ficaram restritas aos espaços cobertos. Mas nem por isso houve desânimo, pois o InterCircu contribuiu para o fim do preconceito com a arte circense. “T enho certeza de que o objetivo da primeira etapa foi mais do que cumprido, tiramos mais um pedaço dessa arte de lá debaixo da lona e trouxemos até uma área que o público podia aceitar melhor”, orgulha-se Nerão. Fabu completa que “h oje já temos escolas e clubes oferecendo aulas de circo, coisa que até pouco tempo era inimaginável. O Circo esta virando moda, se isso é bom ou ruim não sabemos, por um lado divulga a arte e por outro a banaliza”.
Gabriela Stripoli